HUNTING WHITE ELEPHANTS / CAÇANDO ELEFANTES BRANCOS

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09 October 2009

Ganhou o Rio...agora, o que?

Umas das coisas mais revelantes dos Jogos Olímpicos é que eles nos oferecerem um pacote espaço-temporal que nos permite entender determinados padrões do mundo. Por exemplo, os Jogos de Los Angeles 1984 cumpriram o papel de fortalecer o rôl de capital privado em determinar a forma e jeito de megaeventos, e a retirada do setor público refletiu a onda Reaganiana de privatizar servicos públicos. Desde então os jogos têm sido cada vez mais comercializados e utilizados tanto para o city marketing quanto para a inserção de regiões urbanas na econômia global ou como mecanismos para estimular o orgulho da cidade em alcançar metas políticas mais pragmáticas (Alemanha 1936, Moscou 1980). A Copa do Mundo de 1994 nos EUA também marcou uma transição para um modelo mais capitalista / corporativa da FIFA, que têm consolidado sua posisção hegemônica sobre o jogo global desde aquele evento. Nada contra os estadunidenses, mas esses dois eventos marcaram as maiores transições nas maneiras em que os megaeventos são conceitualizados, produzidos e consumidos.

Nick Paumgarten, escrevendo na revista New Yorker em 2009, comentou que as espetaculares cerimônias de abertura e encerramento dos jogos chineses, além de ser uma chocante festa de debutante, podem ser entendidas como o climax de uma época caracterizada pelo consumismo desenfreado da mão de obra chinesa por consumidores europeus e norte-americanos. O “show de bola” dos chineses marcou o fim sinfôncio daquele era porque foi logo depois de que as luzes do Estádio Nacional apagavam que a economía global fugiu do ninho.

Também não foi longo depois das ceremônias de fechamento em 2008 que os organizadores dos jogos de Londres 2012, fazendo seu melhor representação de Hugh Grant, començou limitar as expectativas de seu performanance. Com a economía global em plena queda, gastando dezenas de bilhões de libras em infraestrutura esportiva deixa de ser uma boa ideia. Entre o competição pelos jogos de 2016.

Depois de chegar em quinto lugar de sete candidatos de algum jeito o Rio pulou sobre Doha para entrar a ronda final de candiatura. Desde então, o RJOGOC (Rio de Janeiro Organizing Committee of the Olympic Games) embarcou numa campanha de marketing global para sua candidatura cujo valor já superou R$100 milhões. Obviamente, seus esforços tem sido bastante exitosos, levando o Rio ganhar os jogos.

Os argumentos principais que utilizavam o RJOCOG para cediar os jogos no Rio são emocionais (ver video abaixo), baseado numa visão da cidade calamitosamente limitada e idealizada. No seu incansável promoção da candidatura, Presidente da Silva tem esperneado numa fúria adolescente, dizendo “não é justo” por que os outros paises já cediaram os jogos e agora “é a vez” do Rio de Janeiro. O questão de “justiça” aqui está equivocada, dado que a Caixa Federal subsidirá dezenas de hoteis de 3 a 4 estrelas em cuando mais que 1.2 milhão de pessoas moram em mais que 950 favelas na cidade. O video faz das tripas coração para tocar espectador e apresenta o Rio como uma combinação sensual de tesoros culturais e naturais.


Não quero dizer que o Rio não seja isso também. Mais, é que aquele encapsulamento só mostra uma parte bem limitada da Zona Sul e não diz nada. Não há duvida que o Rio tem beleza natural e uma vibrante cultura popular e esportiva. Mais, não há duvida que o Rio seja perigroso e disfuncional. Nas semanas recém-passadas vivemos incidentes de bandidos fazendo arrastraões em túneis, moradores de apartamentos sequestrados, assaltos em restaurantes, transporte público queimado por traficantes, furtos, robos e escandolos governmentais (além da luta mortal cotidiana entre traficantes e policía). A bahia de Guanabara é suja demais, transito sempre está engarrafado e só 15%-20% das escolas publicas têm equipamento ou espaços de lazer. O RJOCOG sempre fala “O Rio precisa os jogos mais que os outros” – surgindo que se o Rio não tem ganhado, o situação na cidade sigue feliz da mesma forma? Ou, como suregiu Lula, sediar os jogos seria bom para auto-estemo do povo brasileiro. É cada vez mais dificil levar-lo a serio.

A parte séria da candiatura é o orçamento e a maneira em que o RJOCOG pensa em transformar a cidade. Os tres niveis de governo já garantiam orçamento de R$28,8 bilhões. Rodrigo Zeitan, economista da Unigranrio diz: “Não existe orçamento que não é estourado. Falar que um orçamento está estourado é dizer nada. As perguntas principais são: quanto e por que?” Sim duvida nenhuma esse foi o caso dos Jogos Pan Americanos 2007, cuando os governos de cidade e estado gastou 1000% (dez vezes) de orçamento previsto, eventualmente chegando a R$3.5 bilhões. O processo de construcção foi chieo de escandolos de corrupção, projetos incompletos e eventualmente, a privitização de quasi todas as instalações esportivas. Agora que o Rio sediará os jogos podemos anticipar gastos publicos entre R$40 e R$50 bilhões. Bilhões gente. As mesmas pessoas estão encargadas, o que será diferente? O orçamento do Rio foi mais que os outros tres candidatos sumados, e considerando que a maioria das instalações já existe, a situação levanta mais questões que um exército de mendigos.

O consenso no Rio é que os Jogos transformarão a cidade, mais ninguém sabe como. O modelo de transformação urbano e social é Barcelona 1992, sem duvida uma olimpíada que afetou muito a cidade. Não obstante, Barcelona é uma cidade pequena de 1.5 milhões e tem um área urbano relativamente pacto e fica perto aos maiores centros turisticos no mundo. A Espanha recebe mais que 50 milhões de visitas touristicas cada ano, e é o segundo no mundo depois de Françia, à 200km distancia de Barcelona. O Brasil está em 41˚ lugar, entre a Índia e a Austrália, atraendo apenas um milhão de visitas mais que a República Domincana. Então, o reestruturação urbana de Barcelona pelos Jogos de 1992 foi só um elemento num processo de desenvovimento muito maior, que aconteceu durante anos e não foi um só evento com a intenção lançar a cidade aos holoflotes globais. Os problemas do Rio não emergiam numa noite e não disaparecerão de aqui há seis anos. O orçamento em sistemas de segurança de US$293,599,000 que antecede aos jogos é testemunho que o RJOCOG tem conhecimento que nem todos queriam ser “transformados” pelos jogos.

Os Jogos Olímpícos do Rio são baseados no idéia que gastando bilhões em infraestrutura esportiva, turistica e de transportes, de alguma maneira vai transformar o crecendo abismo entre os ricos e os pobres. Mais, os lugares alvados pelo investimento e “transformação” já são ricos (falo assim entendendo que qualquer lugar em Rio pois bem mais cumplicidade que aquela duplicidade rico-pobre). Por limitar o visão da cidade à municipalidade do Rio (6.1 milhões) e não incluir a região metropolitana (12.3 milhões), o RJOCOG assinalou o seu deseo concentrar o desenvolvimento em regiões que menos precisam dele (sem falar das favelas no ambiente Olímpico). Entretanto, as mudanças prevista pela zona portuaria e investimentos nos chamados “elefantes brancos” nos bairros de Jacareparaguá e Barra de Tijuca inevitávelmente benificiarão o sector immobilário, deslocando moradores de baixa renda e creando paisagems de consumo.







Mapa: Rio Olímpico vs. Rio Metropolitano. Não existe nenhum linha de transporte que ligará os suburbios da zona norte e Baixada Fluminese ao paisagem Olímpica onde o sistema de transporte é bastante precario. As linhas propostas incluem uma linha de metrô novo e os demais seriam linhas de BRT (Bus Rapid Transit). A dependência em technologia de transporte pouco modificada desde o século XIX caracteriza os plans do Rio e provavelmente exacerbará os graves problems de transito na cidade e causaria um impacto prejuicosa meio ambiental.

Os três niveles de governo já firmaram um acordo e legislavam a respeito da criação da Autoridade Público Olímpico (APO). A APO (já existente) tem o poder de utilizar o orçamento de R$28,8 bilhões, adquirir terreno atraves de desapropriação e coordinar a segurança por um período de dez anos. Isto representa nada menos que a instauração de um regime autoritário, autorizado e financiado pelo propio governo com a meta de reformar a paisagem social e fisica da ciadade em concordância com planos elaborados sem discusão público (por exemplo, IPPUR/FERJ, o principal centro de planajamento urbano do Rio não foi consultado). O COI demanda control centralizada sobre o producção dos seus jogos. Também demanda orçamento garantido de mutíciples nivels do governo. O Rio estava bem no frente dessas demandas, senalando há muito tempo que qualquer solitição de COI seria cumprido com gusto. O monstro APO está vivo já e os tres niveis do governo estão estudando o que fazer com seu Frankenstein.



O video acima é impresionante na sua interpretação da cidade, mais emquanto eu me sento aqui em meu apartamento no nono andar com uma vista da baía de Guanabara, a brisa está levando o cheiro de polução ao meu cuarto. As instalaçòes previstas da Marina da Gloria serim dificeles levar ao cabo dado ao seu entombamento e resistência dos moradores, mas o empresário Eike Batista está disposto gastar R$150 milhões no projeto. Também são dignos de questionamento os eventos em Copacabana e na Lagoa, devido à densidade de população e o problema crônico de transporte. Pior ainda, a maioria das instalações serão construidos numa zona de Jacarepaguá e Barra de Tijuca que é umida, pantanosa e ecologicamente frágil. A Villa Pan já sofreu problemas graves na sua estrutura apenas dois anos após a inaguração. Temos alguma razão para acreditar que as instalações para os Jogos Olímpicos seriam diferentes?

Em qualquer Olimpíada (Los Angeles 1984 aparte), pode-se considerar o investimento público massivo como um desinvestimento parcial em outras prioridades socias e urbanas. No caso do Rio de Janeiro, a escala de investimento planejado (e garantido pelo governo) é tão grande que as “transformações” sociais e espacias exacerbarão as desigualidades já existentes por mais um geração, uma vez que os espaços, quando transformados e concretizados, têm tendencia a formar e reificar relações sociais.

É muito facil ser crítico de movimento Olímpico e das maneiras em que os políticos brasileiros tenham postulado o país e a cidade no ambito interncaional para trazer os jogos ao Rio. Os Jogos Olímpicos transformaram-se em um monstro com fome de dinheiro. Um possivel motivo para não ceidar os Jogos em Madri foi porque eles já tinham 78% das instalações construidos, diminuindo a ncessidade por um orçamento maior. Como foi o caso em Barcelona, Sidney, Atenas, e Pequim, os jogos modernos permanetemente transformando as cidades onde caem. Os Chineses até incorporavam o Ninho de Passaro eo Cubo d’Água na pasigem antigua e celestial de seu capital. No seu deseo cego de trazer eventos internacionais ao Rio, para para se expor como numa vitrine (com a meta principal de atraer turistas internacionais e capital global), o COB e os três niveis de governo consistentemente negavam pensar na cidade em sua totalidade. O resultado, em 2007, foi a acirramento das desigualidades sociais e espaçias, enriquecimento das cartolas e das redes de empresários e uma falta geral de transparência na contablidade e democracia. Ainda que os legados do Pan não tinham sido completamente negativos, a sociedade carioca tem que ficar atenta que desta vez as instalações não sejam privatizadas e para que o largo processo de preparação será democratizado.

Lindo as cetenas de paginas de dossiê da candidatura (o cual já se tournou o plan mestre da cidade), não existe menção de preservação o investimento cultural, nenhum indicação como vão estimular participação publico em esportes olímpicos de base pra acima, pouco investimento em educação, nem um assesorio honesto ao que é que necessita tão desesperadamente (nem fala de violência). Os livros de candiatura presentam um versão de realidade embranqueada e disfarça o que poderia ser a meta final dos jogos: transformar o Rio de Janeiro á uma cidade “espectacular” e global que esta marcada por uma clase operário dócil, barata e immovil; uma cidade com paisagems iconograficas com comodidades culturais para turistas internacionais; um local onde grandes impresas (clientes da cidade empresarial) internacionais pode negociar com lucro e tranquilidade; e cada vez mis a construcção de uma cidade ser consumida e experiênciada, não criada e vivida. Esso tem sido a trajetôria da cidade desde o primer mandato de Cesar Maia na década de 1990s e os Jogos Olímpicos podem representar o culminação de um amplo processo de re-imaginação e re-estruturamento socioespaçial da cidade. Como falei, é facil ser cínico, mas as mesmas palavras deles contam a historia:

Dossie da Candidatura Analysis Discursivo

Olympic Bid Book Discourse Analysis

Palavra ::Vezes utilzado
Cidadão :: 11
Transformação :: 38
Educação :: 43
Social :: 63
Cultura :: 74
Sustentável :: 121
Legado ::129
Infraestrutura :: 141
Desenvolvimento ::145
Cliente :: 154
Segurança :: 230

Agora, o trabalho dificil é encontrar um jeito de transformar a Olimpíada numa coisa que vai benificiar a cidade em sua totalidade e não só para algumas sectores da cidade e segmentos da população. Mesmo o caso de Barcelona 1992 que fooi tomado como o modelo mais bem-sucedido, também existiram problemas graves com a transformação da cidade. No Rio, a tarefa de solucionar os milésimas problemas da cidade atraves de megaeventos seriá ainda mais dificil dado a falta de transparência e de processos de controle social (marcas registradas de COI e da FIFA), o quase completa hegemonía do Rede Globo, a ausência de movimentos de resistência nos ambientes electrônicos e redes sociais e os poderosos discursos de esporte e o movimento Olímpico que condenam as vozes de oposisção em categorias de “anti-patriotico”, “anti-progressista”, ou “extrema esquerda”.

O processo de construir, sediar, entregar os legados e sobrevivir aos jogos durará uma década. A tarefa de lutar por uma olimpíada mais inclusiva e democrática començou no 2 de outoubro. Os movimentos socias da cidade e pais têm que articular bem claramente como pretendem inserir-se no processo de construir a cidade olímpica para trazer os beneficios de o nivel historico de investimentos ao maior publico possivel.



Rio de Janeiro
8 outubro 2009

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